Intramuscular/subcutâneo 1 Oral Intramuscular Subcutânea Adulto e pediátrico

Mytedom

Para que serve

1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

Este medicamento é indicado para:

  • O alívio da dor aguda e crônica intensa, que requer controle por mais de 24 horas, onde não houve melhora com outros analgésicos;
  • Tratamento de desintoxicação de adictos em narcóticos (heroína ou outras drogas similares à morfina)
  • Terapia de manutenção temporária de adictos em narcóticos em conjunto com serviços médicos e sociais adequados.

Limitações para o uso: Risco de adição, potencial de abuso e uso inapropriado. (Vide item “4. O que devo saber antes de usar este medicamento?”).

(Solução Injetável) Este medicamento é indicado para o alívio da dor aguda e crônica de intensidade moderada ou forte; tratamento de desintoxicação de narcóticos (heroína ou outras drogas similares à morfina), em conjunto com serviços médicos e sociais adequados e para terapia de manutenção temporária de narcóticos.

Como funciona

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

Mytedom® é um analgésico opioide sintético, cuja substância ativa é o cloridrato de metadona, que apresenta características analgésicas semelhantes à morfina. Sua ação analgésica ocorre no sistema nervoso central, cérebro e medula espinhal, e em outros órgãos do organismo que contenham musculatura lisa como o intestino. A metadona altera os processos relacionados tanto a percepção como à resposta emocional à dor.

Mytedom®, assim como os outros analgésicos opioides, atua em estruturas celulares específicas localizadas no cérebro, na medula espinhal e em outros tecidos, que são os receptores analgésicos do nosso organismo e que inibem ou diminuem o estímulo doloroso.

As principais ações terapêuticas da metadona são a analgesia e a sedação nos casos de dor intensa, como a dor no câncer, além de ser utilizada na desintoxicação de narcóticos, para evitar ou atenuar os sintomas da retirada dessas substâncias (narcóticos) durante esse processo.

Por ser solúvel em gordura, quando ingerida a metadona é bem absorvida, podendo ser detectada no sangue 30 minutos após a sua ingestão; ocorre maior concentração no sangue de 1 a 4 horas após a ingestão do medicamento e o seu efeito analgésico permanece no organismo por um período de 8 a 12 horas. A excreção urinária representa a principal forma de eliminação da metadona do nosso organismo.

(Solução injetável: texto equivalente referente à ação analgésica, farmacocinética e excreção.)

Contraindicações

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Este medicamento é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade a metadona ou a algum dos componentes da fórmula. Em casos de insuficiência respiratória grave e asma brônquica aguda em condições não monitoradas ou na ausência de equipamento de ressuscitação ou hipercarbia e em pacientes com obstrução gastrointestinal suspeita ou conhecida, incluindo íleo paralítico.

(Solução injetável) Este medicamento é contraindicado para pacientes com alergia à própria metadona ou a algum dos componentes da fórmula. Em casos de insuficiência respiratória grave e asma brônquica aguda ou hipercarbia. E em pacientes com íleo paralítico.

O que devo saber antes de usar

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

A associação de medicamentos opioides com benzodiazepínicos ou outros depressores do SNC deve ser limitada apenas para os pacientes que possuem opções de tratamento alternativo inadequadas. Se estes medicamentos são prescritos concomitantemente, limitar as doses e duração de cada fármaco ao mínimo possível para alcançar o efeito clínico desejado. Os pacientes devem ser alertados quanto aos riscos de dificuldade ou diminuição da respiração e/ou sedação, e dos sinais e sintomas associados. Evitar a prescrição de medicamentos opioides para pacientes que tomam benzodiazepinicos ou outros depressores do SNC, incluindo o álcool.

Potencial de dependência, abuso e uso inapropriado
A metadona, assim como outros opioides, pode causar dependência, além de expor ao risco de abuso ou uso inapropriado. Portanto, possui potencial para viciar. A dependência física e psíquica bem como a tolerância podem se desenvolver após administrações repetidas, mesmo se você utilizar doses adequadas. Se você observar mudanças de comportamento ou atitudes, informe ao seu médico. Abuso ou uso inapropriado de metadona por outras vias ou meios de administração pode causar superdose e morte. O medicamento deve ser prescrito pelo médico na menor quantidade eficaz e é indicado seguir recomendações sobre cuidados no descarte de medicamento não utilizado. Atenção: pode causar dependência física ou psíquica.

Depressão respiratória
Depressão respiratória severa tem sido relatada com o uso de opioides de longa duração, mesmo nas doses recomendadas. Se a depressão respiratória não for diagnosticada imediatamente e tratada, ela poderá resultar em parada respiratória e óbito. O manejo da depressão respiratória poderá incluir observação, medidas de suporte e uso de antagonistas de opioides, dependendo da condição clínica do paciente. A retenção de dióxido de carbono (CO2) derivada da depressão respiratória induzida por opioides pode exacerbar os efeitos sedativos destes medicamentos. A depressão respiratória severa, com risco de óbito, pode ocorrer em qualquer momento durante o uso de metadona, sendo o risco maior durante o início do tratamento ou após um aumento de dose.

Ingestão acidental
A ingestão acidental de até mesmo uma dose de metadona, especialmente por crianças, pode resultar em superdose fatal.

Prolongamento do intervalo QT, com risco de óbito
O uso de metadona deve ser feito com cautela se você apresentar prolongamento de intervalo QT conhecido. Recomenda-se que você realize uma avaliação cardiológica antes e durante o tratamento com metadona. Se você possui fatores de risco para desenvolvimento de prolongamento do intervalo QT, avise o seu médico para que ele monitore rigorosamente sua condição clínica. O médico irá avaliar a possibilidade de iniciar metadona para tratamento apenas se os benefícios superarem o risco de prolongamento do intervalo QT e desenvolvimento de arritmias.

Síndrome de Abstinência Neonatal
O uso prolongado de opioides durante a gestação, seja por prescrição ou de forma ilícita, pode resultar em dependência física no neonato. Sinais e sintomas de abstinência no recém-nascido devem ser monitorados. A SAN aos opioides pode ser fatal se não for reconhecida e tratada e exige procedimentos de acordo com protocolos e diretrizes específicas para seu manejo.

Populações especiais

  • Uso em pacientes com asma brônquica aguda ou severa: não deve ser utilizado em ambiente não monitorado ou na ausência de equipamento de ressuscitação.
  • Doença pulmonar crônica: cuidado em DPOC significativa, cor pulmonale, reserva respiratória diminuída, hipóxia, hipercapnia.
  • Idosos: sensibilidade aumentada; iniciar com menores doses.
  • Pacientes debilitados/caquexia: maior probabilidade de depressão respiratória com risco de óbito.
  • Uso pediátrico: segurança e efetividade em menores de 18 anos não estabelecidas (comprimidos); solução injetável indica dose a critério médico.
  • Uso em gestantes: Categoria de risco C. Avaliar risco-benefício; não usar sem orientação médica.
  • Lactação: metadona excretada em baixas concentrações no leite; risco de sedação e depressão respiratória no lactente; avaliar risco-benefício.
  • Infertilidade: uso crônico pode reduzir a fertilidade em homens e mulheres.
  • Insuficiência hepática/renal: iniciar com doses mais baixas e monitorar.
  • Síndrome serotoninérgica, insuficiência adrenal, testes da função da tireoide e efeito hipotensivo: alertas e recomendações para monitorização.

(Solução injetável: avisos equivalentes sobre dependência, depressão respiratória, prolongamento do QT, uso em gestantes e lactantes, pacientes idosos, interações com depressores do SNC, lesão craniana, asma, efeito hipotensivo e instruções gerais de monitorização.)

Como usar

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Informações gerais
A prescrição deve ser realizada por médico com bom conhecimento no uso de opioides.

A metadona possui meia vida de eliminação longa (> 40 horas), e duração de ação média de 4 a 8 horas. Há variabilidade intra e interpaciente na absorção, metabolismo e potência analgésica relativa do fármaco. A dose deve ser ajustada de acordo com a gravidade da dor e a resposta do paciente e na menor dose eficaz possível. Pode ser necessário exceder a dose usual recomendada nos casos de dor aguda excepcional ou naqueles pacientes que tenham se tornado tolerantes ao efeito do entorpecente analgésico. Monitorização do paciente quanto aos eventos de depressão respiratória, uso inapropriado ou abuso e associação com outros fármacos.

(Instruções específicas de uso por via oral e injetável estão descritas na seção de posologia e modo de usar; a solução injetável deve ser aplicada por profissional de saúde com agulhas estéreis adquiridas separadamente.)

(Solução injetável) Este medicamento deve ser aplicado por profissional de saúde, com o uso de agulhas estéreis, que devem ser adquiridas separadamente. As agulhas são específicas para aplicação intramuscular ou subcutânea e serão escolhidas conforme avaliação médica.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

O que fazer se esquecer de tomar

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Caso você tenha se esquecido de tomar o medicamento uma única vez, mantenha o horário normal das outras tomadas. Caso você tenha esquecido de tomar o medicamento mais de uma vez ou mais de um dia procure o seu médico para maiores orientações.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Precauções

Precauções

Veja atenção especial para:

  • Associação com benzodiazepínicos ou outros depressores do SNC: deve ser evitada ou limitada; risco de depressão respiratória, sedação profunda, coma e óbito.
  • Potencial de dependência, abuso e uso inapropriado.
  • Depressão respiratória: risco aumentado no início do tratamento ou após aumento da dose; monitorização rigorosa necessária.
  • Ingestão acidental: risco de superdose fatal em crianças.
  • Prolongamento do intervalo QT e risco de arritmias; realizar avaliação cardiológica em pacientes de risco.
  • Síndrome de Abstinência Neonatal: uso prolongado na gestação pode causar dependência no neonato.
  • Uso em populações especiais (asma aguda, doença pulmonar crônica, idosos, pacientes debilitados, insuficiência hepática/renal, hipotireoidismo, Addison, pacientes com traumatismo craniano ou pressão intracraniana aumentada, afecções gastrointestinais, histórico de convulsões): cuidados e ajustes de dose descritos no texto.
  • Abstinência precipitada por agonistas/antagonistas mistos ou agonistas parciais.
  • Efeitos na capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas: pode prejudicar, não dirigir durante o tratamento.
  • Doação de sangue contraindicada durante o tratamento com analgésicos opioides.

Reações adversas

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

Os maiores riscos envolvidos com a utilização de metadona, bem como com outros analgésicos entorpecentes são a depressão respiratória e, em menor grau, depressão circulatória, parada respiratória, choque, tendo também ocorrido parada cardíaca. As reações adversas mais frequentemente observadas incluem delírio, tontura, sedação, náuseas, vômitos e transpiração. Estes efeitos parecem ser mais pronunciados em pacientes ambulatoriais e naqueles que não estão sofrendo de dor grave. Para estes pacientes recomendam-se doses menores. Algumas reações adversas, em pacientes ambulatoriais, podem ser diminuídas se o paciente estiver deitado.

Reações adversas listadas por sistema de órgãos

  • Cardiovascular: rubor da face, arritmias, cardiomiopatia, ECG anormal, extra-sístole, hipotensão (incluindo hipotensão severa), flebite, prolongamento do intervalo QT, taquicardia (incluindo taquicardia ventricular), bradicardia, palpitação, desmaio, síncope, disritmia cardíaca, diminuição do fluxo vascular no ventrículo esquerdo, edema generalizado, torsades de pointes, bigeminismo, insuficiência cardíaca, inversão da onda T e fibrilação ventricular.
  • Dermatológico: eritema e enduração da pele (relatos em administração subcutânea em pacientes com câncer).
  • Endócrino/Metabólico: hipocalemia, hipomagnesemia, hipoglicemia, ganho de peso, insuficiência adrenal, deficiência da biossíntese de testosterona, diminuição da testosterona, galactorreia, ginecomastia e hipogonadismo.
  • Gastrointestinal: boca seca, glossite, anorexia, constipação, espasmo do trato biliar, dor abdominal, apetite anormal.
  • Hepático: hepatotoxicidade.
  • Imunológico/Alérgico: anafilaxia, reação de sensibilidade cruzada, prurido, urticária, edema, erupções na pele e raramente urticária hemorrágica.
  • Musculoesquelético: calcificação e ossificação muscular, fibromatose musculoesquelética (relatos com uso intramuscular prolongado).
  • Neurológico: leucoencefalopatia tóxica aguda, mioclonia, convulsão, sonolência, confusão e alucinação.
  • Psiquiátrico: distúrbio psicótico com alucinações induzidas por opioides.
  • Geniturinário/Reprodutor: retenção urinária, efeito anti-diurético, redução da libido e/ou potência, amenorreia, atraso à micção, irregularidade menstrual, disfunção sexual, redução da motilidade espermática e alterações morfológicas do espermatozoide.
  • Respiratório: edema pulmonar, depressão respiratória e acidose respiratória (relatado com uso crônico).
  • Sistema Nervoso Central: euforia, disforia, fraqueza, dor de cabeça, insônia, agitação, desorientação e distúrbios visuais.
  • Hematológico: trombocitopenia reversível (relato em paciente viciado em narcótico com hepatite crônica).
  • Outros: dependência ao fármaco, tolerância, síndrome de retirada em recém-nascidos, síndrome serotoninérgica, síndrome de transpiração, sinais/sintomas de retirada, insuficiência adrenal e deficiência androgênica.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Apresentações do medicamento

Posologia / Dosagem (apresentações do medicamento)

Comprimidos - Uso oral

Para a Dor:

  • Adultos: 2,5 a 10 mg por via oral a cada 6, 8 ou 12 horas dependendo da avaliação do médico.

Para o uso crônico, a dose e o intervalo da administração devem ser ajustados de acordo com a resposta do paciente.

Para a Dependência de Narcóticos:

  • Adultos de 18 anos de idade ou mais: Para desintoxicação: Primeiramente, 15 a 30 mg uma vez ao dia. A dose máxima por dia sugerida é de 40 mg, entretanto a adequação fica a critério do médico responsável após criteriosa avaliação da situação clínica do paciente e possibilidade de monitorização adequada. O médico deve diminuir gradualmente a dose até que não haja mais necessidade do medicamento.
  • Para manutenção: A dose deve ser determinada pelas necessidades de cada paciente, até um máximo de 120 mg.

(Conversão de outros opioides para metadona via oral: O seu médico poderá orientá-lo caso seja necessário realizar conversão de doses de outros opioides para metadona via oral.)

Solução injetável - uso intramuscular/subcutâneo

Para a Dor:

  • Adultos: 2,5 a 10 mg, por via intramuscular ou subcutânea, a cada 3 ou 4 horas se necessário.
  • Crianças: A dose deve ser determinada pelo médico.

Para a Dependência de Narcóticos:

  • Adultos de 18 anos ou mais: Para a desintoxicação somente, em pacientes que não podem usar a via oral, primeiramente de 15 a 40 mg por dia. O médico deve diminuir gradualmente a dose até que não haja mais necessidade do produto, de preferência em intervalos de 1 ou 2 dias, de acordo com a resposta do paciente.
  • Crianças com menos de 18 anos: O uso e a dose devem ser individualizados pelo médico, considerando a idade e o peso da criança.

Quando houver necessidade de doses repetidas, a administração intramuscular é a recomendada. A administração subcutânea repetida causa irritação local do tecido e endurecimento.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Composição

COMPOSIÇÃO

Comprimidos 5 mg
cloridrato de metadona ...................................................................... 5 mg
excipiente q.s.p .................................................................................. 1 com

(excipiente: sacarose, estearato de magnésio, lactose, celulose microcristalina, talco, polissorbato 80, dióxido de silício, croscarmelose sódica, amido de milho, corante azul de indigotina, laurilsulfato de sódio).

Comprimidos 10 mg
cloridrato de metadona ..................................................................... 10 mg
excipiente q.s.p ................................................................................. 1 com

(excipiente: sacarose, estearato de magnésio, lactose, celulose microcristalina, talco, polissorbato 80, dióxido de silício, croscarmelose sódica, amido de milho, laurilsulfato de sódio).

Solução injetável - Cada mL contém:
cloridrato de metadona .............................................................................................................. 10 mg
veículo estéril q.s.p. ................................................................................................................... 1 mL

(veículo: cloreto de sódio, ácido clorídrico/hidróxido de sódio, água para injetáveis). A solução injetável não contém conservante.

Atenções sobre açúcares e corante
Atenção: Contém sacarose (tipo de açúcar) abaixo de 0,25g/comprimido.
Atenção: Contém lactose (tipo de açúcar) abaixo de 0,25g/comprimido.
Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose e por pessoas com insuficiência de sacarose-isomaltase.
Atenção: Deve ser usado com cautela por portadores de Diabetes.
Mytedom 5 mg: Atenção: Contém o corante azul de indigotina.

Superdose

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO?

A superdose inicia-se dentro de minutos após a administração oral.

Sintomas (oral)
A superdose aguda com metadona pode manifestar-se com miose, depressão respiratória, sonolência que progride para estupor ou coma, flacidez músculo-esquelética que pode progredir para hipotensão, pele fria e úmida, apneia, edema pulmonar, obstrução parcial ou completa das vias aéreas, bradicardia e morte. Na superdose severa, especialmente pela via intravenosa, podem ocorrer apneia, colapso circulatório, parada cardíaca e morte.

Tratamento (oral)
O tratamento consiste em restabelecer a respiração adequada. Manter vias aéreas livres e instituir ventilação assistida ou controlada, se necessário. Proceder com tratamento de suporte. A naloxona é um antagonista opioide contra a depressão respiratória ou circulatória. O nalmefeno também pode ser utilizado neste caso. A duração do efeito do Mytedom® é mais prolongada (36 a 48 horas) do que a duração do efeito da naloxona (1 a 3 horas) e, portanto repetidas doses (ou contínua infusão intravenosa de naloxona) podem ser necessárias. Observar que o antagonista poderá precipitar síndrome de abstinência aguda em pacientes dependentes de opioides. O paciente deve ser monitorado rigorosamente até que esteja estabilizado.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

(Solução injetável) A superdosagem inicia-se dentro de segundos após a administração intravenosa. Os sintomas são: miose, depressão respiratória, sonolência, coma, flacidez músculo-esquelética que pode progredir para hipotensão, apneia, bradicardia e morte.

O tratamento consiste em restabelecer a adequada respiração. A naloxona é um antagonista contra a depressão respiratória, mas a desobstrução respiratória precisa ser assegurada. A duração do efeito do Mytedom® é mais prolongada (36 a 48 horas) do que a duração do efeito da naloxona (1 a 3 horas) e, portanto repetidas doses (ou contínua infusão intravenosa de naloxona) podem ser necessárias.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Interação medicamentosa

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Medicamentos que interferem com isoenzimas do citocromo P450

Considerar ajustes de dose ao utilizar medicamentos concomitantes que interferem com as isoenzimas do citocromo P450, devido aos riscos de manifestação de sinais e sintomas decorrentes do aumento ou diminuição dos níveis plasmáticos de metadona. Se o uso concomitante for necessário, os pacientes devem ser monitorados quanto aos sinais e sintomas de depressão respiratória e sedação.

As enzimas do citocromo P450 envolvidas no metabolismo (N-desmetilação) da metadona incluem: CYP3A4, CYP2B6, CYP2C19, CYP2C9 ou CYP2D6.

Resumo de interações destacadas

  • Inibidores: podem aumentar concentração plasmática de metadona e reações adversas (ex.: macrolídeos, antifúngicos azólicos, ritonavir, alguns ISRS).
  • Indutores: podem diminuir concentração plasmática e provocar abstinência (ex.: rifampicina, carbamazepina, fenitoína, erva de São João, fenobarbital).
  • Benzodiazepínicos e outros depressores do SNC: risco aumentado de depressão respiratória, sedação profunda, coma e óbito; usar com extrema cautela.
  • Agentes potencialmente arritmogênicos: monitorar condução cardíaca.
  • Fármacos serotoninérgicos: risco de síndrome serotoninérgica; observar o paciente.
  • IMAO: uso não recomendado com IMAO ou nos 14 dias após sua interrupção.
  • Agonistas/antagonistas opioides mistos: podem reduzir efeito analgésico e precipitar abstinência; evitar.
  • Relaxantes musculares, diuréticos, anticolinérgicos: monitorar e ajustar doses conforme indicado.
  • Antirretrovirais: podem aumentar clearance ou reduzir níveis de metadona; metadona pode afetar níveis de alguns antirretrovirais.
  • Acidificantes/alcalinizantes urinários: alteram clearance da metadona.
  • Cimetidina: pode potencializar efeitos da metadona.

Interações laboratoriais: testes de urina podem dar falso-positivo para metadona com diversos fármacos (difenidramina, doxilamina, clomipramina, clorpromazina, tioridazina, quetiapina, verapamil).

Interações com alimentos: grapefruit/toranja pode aumentar biodisponibilidade da metadona (inibe CYP3A4).

(Solução injetável: interações listadas de forma equivalente no texto.)

Gravidez e amamentação

Uso durante a gravidez e amamentação

Gravidez
Categoria de risco C. Não existem estudos disponíveis realizados em mulheres grávidas. A relação risco-benefício deve ser considerada quando metadona for utilizada por pacientes grávidas, pois foram relatados casos de gestantes participantes de programas de manutenção associados com angústia fetal e baixo peso de nascimento. O vício não tratado de opioides na gravidez está associado a reações adversas obstétricas.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término.

Trabalho de parto e parto
A metadona não é recomendada para analgesia obstétrica, uma vez que opioides atravessam a placenta e sua longa duração de ação aumenta o risco de depressão respiratória e efeitos psicofisiológicos em neonatos. Analgésicos opioides podem prolongar o parto e alterar os padrões de contração uterina. É importante que haja monitorização dos neonatos expostos a analgésicos opioides durante o parto quanto a sinais de sedação excessiva e depressão respiratória.

Lactação
A metadona é excretada em baixas concentrações no leite humano. Deve ser considerada a relação risco-benefício quando há administração de metadona a pacientes que estejam amamentando, devido aos riscos de eventos adversos e dependência no lactente. Foram relatados casos de sedação e depressão respiratória em lactentes. Mulheres em tratamento com metadona com potencial de amamentação, devem ser alertadas e instruídas sobre os riscos e identificação de sinais de possíveis eventos adversos no bebê, com orientação de contato médico imediato se necessário. Bebês eventualmente amamentados por mães que utilizam a metadona devem ser desmamados gradualmente, para evitar o desenvolvimento de sintomas de abstinência.

O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista. Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano.

Cuidados de armazenamento

ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

Armazenar em temperatura ambiente (de 15 e 30ºC), protegido da luz e umidade. Este medicamento deve ser armazenado em sua embalagem original até o momento do uso. Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas (comprimidos)

O Mytedom® 5 mg - comprimido apresenta-se como um comprimido plano, sulcado, com 7 mm de diâmetro de cor azul claro. O Mytedom® 10 mg - comprimido apresenta-se como um comprimido plano, sulcado, com 7 mm de diâmetro de cor branca. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

(Solução injetável) Armazenar em temperatura ambiente (de 15 e 30 ºC), protegido da luz. Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas: a solução injetável apresenta-se como uma solução límpida, incolor, essencialmente livre de partículas visíveis. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo. Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

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Histórico de Alteração para a Bula

04/2026

Nº do expediente

0422822/26-4

Assunto

MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data do expediente

30/04/2026

Nº do expediente

N/A

Assunto

N/A

Data de aprovação

N/A

Itens de Bula

Dizeres legais

Versões (VP / VPS)

VP / VPS

Apresentações relacionadas

Comprimido 5 mg e 10 mg
12/2025

Nº do expediente

1594058/25-3

Assunto

MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data do expediente

12/12/2025

Nº do expediente

N/A

Assunto

N/A

Data de aprovação

N/A

Itens de Bula

Adequações para atendimento a RDC 768/22.

Versões (VP / VPS)

VP / VPS

Apresentações relacionadas

Comprimido 5 mg e 10 mg Solução injetável 10 mg/mL
03/2021

Nº do expediente

0905516/21-9

Assunto

MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data do expediente

08/03/2021

Nº do expediente

N/A

Assunto

N/A

Data de aprovação

N/A

Itens de Bula

I - Identificação do medicamento 3. Quando não devo usar este medicamento? 4. O que devo saber antes de utilizar este medicamento? 5. Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento? III - Dizeres legais

Versões (VP / VPS)

VP / VPS

Apresentações relacionadas

Comprimido 5 mg e 10 mg Solução injetável 10 mg/mL
02/2019

Nº do expediente

0140010/19-0

Assunto

MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data do expediente

14/02/2019

Nº do expediente

N/A

Assunto

N/A

Data de aprovação

N/A

Itens de Bula

9. Reações Adversas

Versões (VP / VPS)

VPS

Apresentações relacionadas

Comprimido 5 mg e 10 mg Solução injetável 10 mg/mL
12/2018

Nº do expediente

1181292/18-3

Assunto

MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data do expediente

14/12/2018

Nº do expediente

N/A

Assunto

N/A

Data de aprovação

N/A

Itens de Bula

5. Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento? 7. Cuidados de armazenamento do medicamento 9. Reações adversas

Versões (VP / VPS)

VP / VPS

Apresentações relacionadas

Comprimido: 5 MG COM CX BL X 20 Comprimido: 10 MG COM CX BL X 20
03/2017

Nº do expediente

0405761/17-9

Assunto

MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data do expediente

14/03/2017

Nº do expediente

N/A

Assunto

N/A

Data de aprovação

N/A

Itens de Bula

I - Identificação do medicamento 4. O que devo saber antes de usar este medicamento? 4. Contra-indicações 6. Como devo usar este medicamento? 8. Posologia e modo de usar 8. Quais os males que este Medicamento pode me Causar? 9. Reações adversas

Versões (VP / VPS)

VP / VPS / FF

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Comprimido: 5 MG COM CX BL X 20 Comprimido: 10 MG COM CX BL X 20 Solução Injetável: 10 MG/ML SOL INJ CX 10 AMP VD AMB X 1 ML Solução Injetável: 10 MG/ML SOL INJ CX 25 AMP VD AMB X 1 ML
12/2016

Nº do expediente

2367218/16-9

Assunto

MEDICAMENTO NOVO - Inclusão de nova apresentação comercial de produto estéril

Data do expediente

26/12/2016

Nº do expediente

N/A

Assunto

N/A

Data de aprovação

N/A

Itens de Bula

I - Identificação do medicamento Quando não devo usar este Medicamento? O que devo saber antes de usar este Medicamento? Contra-indicações Advertências e Precauções

Versões (VP / VPS)

VP / VPS

Apresentações relacionadas

Comprimido: 5 MG COM CX BL X 20 Comprimido: 10 MG COM CX BL X 20 Solução Injetável: 10 MG/ML SOL INJ CX 10 AMP VD AMB X 1 ML Solução Injetável: 10 MG/ML SOL INJ CX 25 AMP VD AMB X 1 ML
03/2016

Nº do expediente

1419446/16-5

Assunto

MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data do expediente

28/03/2016

Nº do expediente

N/A

Assunto

N/A

Data de aprovação

N/A

Itens de Bula

8. Quais os males que este Medicamento pode me causar? 9. Reações adversas

Versões (VP / VPS)

VP / VPS

Apresentações relacionadas

Comprimido: 5 MG COM CX BL X 20 Comprimido: 10 MG COM CX BL X 20
02/2016

Nº do expediente

1267622/16-5

Assunto

MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 (Correção na Folha de Rosto)

Data do expediente

15/02/2016

Nº do expediente

N/A

Assunto

N/A

Data de aprovação

N/A

Itens de Bula

Correção na Folha de Rosto

Versões (VP / VPS)

VPS

Apresentações relacionadas

Solução Injetável: 10 MG/ML SOL INJ CX 10 AMP VD AMB X 1 ML
10/2015

Nº do expediente

0874537/15-4

Assunto

MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data do expediente

01/10/2015

Nº do expediente

N/A

Assunto

N/A

Data de aprovação

N/A

Itens de Bula

I. Identificação do medicamento 5. Advertências e precauções 8. Posologia e modo de usar

Versões (VP / VPS)

VP / VPS

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Comprimido: 5 MG COM CT BL X 20 Comprimido: 10 MG COM CT BL X 20
06/2015

Nº do expediente

0549524/15-5

Assunto

MEDICAMENTO NOVO - Alteração menor de excipiente

Data do expediente

22/06/2015

Nº do expediente

N/A

Assunto

N/A

Data de aprovação

22/06/2015

Itens de Bula

I. Identificação do medicamento 5. Advertências e precauções 8. Posologia e modo de usar

Versões (VP / VPS)

VP / VPS / FF

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Comprimido: 5 MG COM CT BL X 20 Comprimido: 10 MG COM CT BL X 20
06/2014

Nº do expediente

0513513/14-3

Assunto

MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data do expediente

30/06/2014

Nº do expediente

N/A

Assunto

N/A

Data de aprovação

N/A

Itens de Bula

Dizeres Legais

Versões (VP / VPS)

VP / VPS

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Comprimido: 5 MG COM CX BL X 20 Comprimido: 10 MG COM CX BL X 20 Solução Injetável: 10 MG/ML SOL INJ CX 10 AMP VD AMB X 1 ML
06/2014

Nº do expediente

0513428/14-5

Assunto

MEDICAMENTO NOVO - Inclusão inicial de texto de bula – RDC 60/12

Data do expediente

30/06/2014

Nº do expediente

N/A

Assunto

N/A

Data de aprovação

N/A

Itens de Bula

Inclusão inicial de texto de bula – Todos os itens foram adequados à RDC 47/09

Versões (VP / VPS)

VP / VPS

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Comprimido: 5 MG COM CX BL X 20 Comprimido: 10 MG COM CX BL X 20 Solução Injetável: 10 MG/ML SOL INJ CX 10 AMP VD AMB X 1 ML
SAC
(19) 3843-9500

Dizeres Legais

III- DIZERES LEGAIS

Registro: 1.0298.0138
Farm. Resp.: Dr. José Carlos Módolo - CRF-SP Nº 10.446

Registrado e produzido por:
CRISTÁLIA - Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
Rod. Itapira-Lindóia, km 14 – Itapira - SP
CNPJ Nº 44.734.671/0001-51
Indústria Brasileira
SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente): 0800 701 19 18

VENDA SOB PRESCRIÇÃO.
Ou
USO SOB PRESCRIÇÃO.

Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 01/06/2026.
RM_0138_02-1

III – DIZERES LEGAIS (solução injetável)

Registro: 1.0298.0138
Farm. Resp.: Dr. José Carlos Módolo - CRF-SP Nº 10.446

Registrado por:
Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
Rodovia Itapira-Lindóia, km 14 – Itapira-SP
CNPJ N.º 44.734.671/0001-51
Indústria Brasileira

Produzido por:
Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
São Paulo – SP
SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente): 0800 701 19 18

VENDA SOB PRESCRIÇÃO.
Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 30/04/2026.
RM_0138_02-1

Registrado por:

Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.

CNPJ

44.734.671/0001-51

Número da Regularização

102980138

Data da Regularização

N/A

Vencimento da Regularização

N/A

AFE

1002981

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