Oxycontin
Tópicos:
Para que serve
OXYCONTIN® é indicado para o tratamento de dores moderadas a severas, quando é necessária a administração contínua de um analgésico, 24 horas por dia, por período de tempo prolongado.
Como funciona
OXYCONTIN® é um opioide que atua como analgésico com ação semelhante à da morfina. Quando OXYCONTIN® atinge a corrente sanguínea, bloqueia as mensagens de dor que são enviadas ao cérebro.
Contraindicações
OXYCONTIN® é contraindicado nos seguintes casos:
- Pacientes com alergia à oxicodona ou a qualquer outro componente da fórmula;
- Em situações nas quais os opioides são contraindicados, como por exemplo, para pacientes com histórico de depressão respiratória e/ou insuficiência respiratória, asma brônquica severa;
- Pacientes com hipóxia (diminuição da quantidade de oxigênio no sangue) ou hipercapnia (aumento do gás carbônico no sangue) aguda ou severa
- Pacientes acometidos ou que apresentem suspeita de íleo paralítico (problema no qual os movimentos contráteis normais da parede do intestino se detêm temporariamente);
- Pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica severa;
- Pacientes com cor pulmonale (insuficiência cardíaca, na qual há diminuição da capacidade do lado direito do coração, devido à doença pulmonar).
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres que estão amamentando sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
O que devo saber antes de usar
A segurança e eficácia da oxicodona em pacientes menores de 18 anos não foram estabelecidas.
Depressão respiratória: A depressão respiratória representa o principal risco de todos os medicamentos com ação agonista opioide.
Outras condições: Deve-se ter cautela ao se utilizar oxicodona em pacientes idosos debilitados ou pacientes com as seguintes condições:
- função pulmonar severamente comprometida;
- apneia do sono;
- pacientes que estejam utilizando medicamentos depressores do sistema nervoso central (incluindo álcool) ou inibidores da MAO (monoaminoxidase)
- tolerância, dependência, síndrome de abstinência;
- dependência psicológica (vício), histórico de abuso de substâncias e/ou álcool;
- lesão craniana, lesão intracraniana ou com aumento da pressão intracraniana, nível reduzido de consciência sem origem conhecida;
- hipotensão (diminuição da pressão arterial);
- pancreatite;
- função dos rins ou fígado comprometidas;
- mixedema (uma desordem de pele e tecidos, caracterizada por inchaços principalmente na face e pálpebras);
- hipotireoidismo;
- doença de Addison (doença caracterizada pela baixa produção de alguns hormônios, como o cortisol);
- hipertrofia prostática;
- Alcoolismo;
- psicose tóxica;
- delirium tremens (síndrome de abstinência, caracterizada por alucinações e tremedeira);
- qualquer condição que reduza a motilidade intestinal, incluindo constipação.
Distúrbios da Respiração Relacionados ao Sono
Opioides podem causar distúrbios respiratórios relacionados ao sono, incluindo Apneia Central do Sono (ACS) e hipoxemia relacionada ao sono. O uso de opioides aumenta o risco de ACS de forma dose-dependente. Em pacientes com ACS, deve ser considerada a redução da dose total de opioides. Opioides também podem causar piora da Apneia do Sono pré-existente. (veja seção 8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?)
Uso concomitante com depressores do SNC (Sistema Nervoso Central)
O uso concomitante de oxicodona e depressores do Sistema Nervoso Central (SNC) pode resultar em sedação, depressão respiratória, coma e morte. Depressores do SNC incluem, mas não se limitam a: álcool, outros opioides, gabapentinoides como pregabalina, ansiolíticos, sedativos (incluindo benzodiazepínicos), hipnóticos, antipsicóticos, antidepressivos e fenotiazinas. Devido a esses riscos, tais medicamentos só devem ser utilizados ao mesmo tempo em casos que um tratamento alternativo aos opioides não seja possível. Nesses casos, o médico irá indicar a dose e duração de tratamento adequados.
É importante estar atento a sinais e sintomas de depressão respiratória e sedação, como por exemplo, falta de ar, respiração rápida, cansaço excessivo e sonolência.
Inibidores de MAO
A oxicodona deve ser administrada com cautela em pacientes que estejam utilizando inibidores de monoaminoxidase (normalmente usados para tratar depressão ou Doença de Parkinson, como os medicamentos que contêm tranilcipromina, fenelzina, isocarboxazida, moclobemida e linezolida), ou que tenham recebido medicamentos desse tipo nas duas últimas semanas. Informe seu médico caso tenha utilizado algum medicamento dessa categoria.
Tolerância, Dependência e Transtorno do Uso de Opioides*
Os pacientes podem desenvolver tolerância e dependência física e/ou psicológica após repetidas administrações de opioides como a oxicodona.
O abuso e o vício são separados e distintos da dependência física e da tolerância. Os profissionais de saúde devem estar cientes de que o vício pode não ser acompanhado por tolerância e sintomas de dependência física em todos os adictos. Além disso, o abuso de opioides pode ocorrer na ausência de vício verdadeiro.
A tolerância pode ocorrer tanto para os efeitos desejados quanto para os indesejados dos medicamentos e pode se desenvolver em taxas diferentes para efeitos diferentes. No caso dos opioides, tais como a oxicodona, a tolerância geralmente se desenvolve mais lentamente à analgesia do que à depressão respiratória, e a tolerância aos efeitos da constipação pode não ocorrer. A tolerância aos efeitos analgésicos de opioides é variável na ocorrência (por exemplo, em diferentes indivíduos, se são utilizadas doses diferentes, se são utilizados opioides diferentes), mas não absoluta, isto é, embora a tolerância possa reduzir o efeito analgésico, ela não deve eliminar completamente esse efeito.
O paciente pode desenvolver tolerância analgésica ao medicamento com o uso crônico e pode necessitar de doses progressivamente maiores para manter o controle da dor (na ausência de progressão da doença ou outros fatores externos). O uso prolongado de OXYCONTIN® pode levar à dependência física e uma síndrome de abstinência pode ocorrer após a interrupção abrupta da terapia. Quando um paciente não mais requer tratamento com oxicodona, pode ser aconselhável reduzir gradualmente a dose para prevenir sintomas de abstinência. Dado o aumento do risco de danos graves associados ao aumento das doses, o uso de opioides deve ser limitado ao mínimo necessário para controlar a dor, o que pode ajudar a limitar o desenvolvimento de tolerância e, portanto, de abstinência quando o medicamento é discontinuado.
Embora o risco de dependência em qualquer indivíduo seja desconhecido, pode ocorrer em pacientes adequadamente prescritos com oxicodona. A dependência pode ocorrer nas dosagens recomendadas e se o medicamento é mal utilizado ou abusado (veja seção 8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR? para o risco de dependência).
O uso repetido de OXYCONTIN® pode levar ao Transtorno do Uso de Opioides (TUO). Uma dose mais alta e uma duração mais longa do tratamento com opioides podem aumentar o risco de desenvolver TUO. O abuso ou mau uso intencional de OXYCONTIN® pode resultar em overdose e/ou morte. O risco de desenvolver TUO é aumentado em pacientes com histórico pessoal ou familiar (pais ou irmãos) de transtornos por uso de substâncias (incluindo transtorno por uso de álcool), em fumantes atuais ou em pacientes com histórico pessoal de outros transtornos de saúde mental (ex.: depressão maior, ansiedade e transtornos de personalidade).
Antes de iniciar o tratamento com OXYCONTIN® e durante o tratamento, devem ser acordados com o médico os objetivos do tratamento e um plano de descontinuação (veja seção 6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?). Antes e durante o tratamento, o médico também deve informar o paciente sobre os riscos e sinais de TUO. Se esses sinais ocorrerem, entre em contato com seu médico.
Os pacientes devem ser monitorizados quanto a sinais de alteração de comportamento, como a busca de medicamentos (por exemplo, solicitações muito precoces de novas prescrições). O médico deve conduzir uma revisão de opioides concomitantes e drogas psicoativas (como benzodiazepínicos). Para pacientes com sinais e sintomas de TUO, a consulta com um especialista em dependência deve ser considerada.
*O Transtorno do Uso de Opioides é um padrão problemático de uso de opioides que leva a um prejuízo clinicamente significativo ou angústia. TUO também foi classificado como Abuso de Opioides ou Dependência de Opioides e tem sido referido como “vício em opioides”. Os critérios diagnósticos para TUO incluem tolerância e abstinência, mas estes critérios não são esperados para indivíduos que tomam opioides apenas sob supervisão médica apropriada.
Como usar
OXYCONTIN® comprimidos possui tecnologia anti-abuso, que dificulta a trituração/maceração do comprimido.
Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.
A natureza da liberação prolongada da formulação permite que OXYCONTIN® seja administrado a cada 12 horas.
Embora a dosagem simétrica (doses matinal e vespertina iguais) a cada 12 horas seja adequada para a maioria dos pacientes, alguns deles poderão beneficiar-se de uma dosagem assimétrica (com a dose da manhã diferindo da dose da tarde), ajustada ao caso. Normalmente é adequado o tratamento com um único opioide, usando-se terapia de 24 horas.
É recomendável que o medicamento seja administrado de maneira consistente em relação ao horário das refeições.
Informações para pacientes e cuidadores:
- Não ajuste a dose de OXYCONTIN®, exceto com autorização do médico responsável.
- É possível a evacuação das "matrizes" vazias dos comprimidos, seja por colostomia (exteriorização de parte do intestino), seja nas fezes, o que não representa um fenômeno preocupante, já que a oxicodona já foi absorvida.
- No caso de uso de OXYCONTIN® por um período maior que algumas poucas semanas, ao indicar-se o fim da terapia, talvez seja aconselhável reduzir gradualmente a dose, evitando-se a suspensão abrupta; minimizando o risco de sintomas de abstinência. Seu médico poderá indicar um programa de dosagem, a fim de implementar a retirada gradual do medicamento.
Objetivos do tratamento e descontinuação
Antes de iniciar o tratamento com OXYCONTIN®, deve ser acordada com o médico uma estratégia de tratamento, incluindo a duração e objetivos do tratamento e um plano para o fim do tratamento, de acordo com as diretrizes de manejo da dor. Durante o tratamento, deve haver contato frequente entre o médico e o paciente para avaliar a necessidade de continuação do tratamento, considerar a descontinuação e ajustar as doses, se necessário. Quando um paciente não necessita mais de tratamento com oxicodona, pode ser aconselhável reduzir gradualmente a dose para evitar sintomas de abstinência. Na ausência de controle adequado da dor, deve-se considerar a possibilidade de hiperalgesia, tolerância e progressão da doença subjacente (veja seção 4. O QUE DEVO SABER ANTES DE UTILIZAR ESTE MEDICAMENTO?).
Pacientes com comprometimento renal ou hepático:
O médico deverá adequar a dose inicial de acordo com a situação do paciente. Normalmente, a dose inicial recomendada para adultos deve ser reduzida a 50%, e a titulação de dose para adequado controle da dor deve ser realizada de acordo com a situação clínica do paciente.
Uso em idosos: as concentrações de oxicodona no plasma são afetadas apenas parcialmente pela idade, sendo 15% superiores em idosos, quando comparado a indivíduos jovens. Dessa forma, o médico deve avaliar a necessidade de ajuste de dose.
Diferenças por sexo: em média, as mulheres apresentam concentrações plasmáticas médias de oxicodona até 25% mais altas que os homens, após o ajuste por peso corpóreo.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
O que fazer se esquecer de tomar
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico ou cirurgião-dentista.
Precauções
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres que estão amamentando sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Deve-se evitar o máximo possível o uso deste medicamento em pacientes que estejam grávidas ou amamentando.
Não há dados em humanos disponíveis a respeito do efeito da oxicodona sobre a fertilidade.
Efeitos na capacidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas
Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem ser prejudicadas.
Este medicamento pode causar doping.
Reações adversas
As reações adversas apresentadas na tabela abaixo estão classificadas por sistema corpóreo e por incidência.
As reações adversas medicamentosas são típicas dos agonistas opioides totais. Podem ocorrer tolerância e dependência (veja seção 4. O QUE DEVO SABER ANTES DE UTILIZAR ESTE MEDICAMENTO?).
As frequências são dadas conforme definido abaixo.
- Reação muito comum: ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento
- Reação comum: ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento
- Reação incomum: ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento
- Reação rara: ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento
- Reação muito rara: ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento
- Não conhecida: Não pode ser estimada pelos dados disponíveis
Sistema corpóreo / Muito comum / Comum / Incomum / Rara / Muito rara / Não conhecida
Sistema imunológico: Hipersensibilidade / Reação anafilática ou anafilactoide
Metabolismo e nutricional: Diminuição do apetite / Desidratação
Psiquiátrico: Ansiedade, confusão, insônia, nervosismo, pensamento anormal, depressão / Labilidade emocional, agitação, humor eufórico, alucinação, diminuição da libido / Agressão, dependência*
Sistema nervoso: Tontura, dor de cabeça, sonolência / Tremor, letargia (perda temporária ou completa da sensibilidade e do movimento) / Amnésia, convulsão, hipertonia (aumento do tônus muscular), hipoestesia (perda ou diminuição da sensibilidade de uma região do corpo), contrações musculares involuntárias, parestesia (sensações subjetivas na pele como, por exemplo, frio, calor, formigamento, pressão, etc.), distúrbio da fala, desmaio, disgeusia (diminuição do paladar) / Hiperalgesia (sensibilidade exagerada à dor ou sensação elevada a estímulos dolorosos)
Olhos: Contração da pupila, comprometimento visual
Ouvido e labirinto: Vertigem
Cardíaco: Palpitações (no contexto da síndrome de retirada)
Vascular: Vasodilatação / Diminuição da pressão arterial, Diminuição da pressão arterial ao se levantar
Respiratório, torácico e mediastinal: Dificuldade de respirar / Depressão respiratória, asfixia / síndrome de apneia central do sono (interrupção da respiração por alguns segundos)
Gastrintestinal: Constipação, náusea, vômito / Dor abdominal, diarreia, boca seca, indigestão / Dificuldade para engolir o comprimido, regurgitação, ânsia de vômito, arroto, flatulência, íleo paralítico / Cáries dentais
Hepatobiliar: Aumento das enzimas hepáticas / Redução do fluxo biliar
Pele e tecido subcutâneo: Coceira / Suor excessivo, rash / Pele seca / Urticária (vergões vermelhos na pele normalmente em função de uma reação alérgica)
Renal e urinário: Retenção urinária
Reprodutivo e mama: Disfunção erétil, produção inadequada de hormônios reprodutivos / Ausência do fluxo menstrual
Gerais e local de administração: Fraqueza, cansaço / Calafrios, inchaço, inchaço periférico, mal-estar, sede / Síndrome de retirada neonatal, síndrome de retirada, tolerância à droga*
Lesões, intoxicações e complicações: Medicamento preso na garganta
*A frequência da dependência, da tolerância à droga e da síndrome de retirada não pode ser estimada a partir de evidências disponíveis (por exemplo, estudos clínicos, relatos espontâneos e literatura médica) e, portanto, é classificado como “não conhecido”. ‘Não conhecido’ não deve ser interpretado como uma indicação da raridade da ocorrência de dependência, da tolerância à droga e da síndrome de retirada, mas como reflexo das limitações das evidências disponíveis que não suportam uma estimativa precisa de frequência. (veja seção 4. O QUE DEVO SABER ANTES DE UTILIZAR ESTE MEDICAMENTO?)
Dependência
A frequência na tabela acima em relação à dependência reflete a evidência atual, incluindo dados cumulativos de ensaios clínicos e fontes adicionais de pós-comercialização, e indica que o risco de dependência com opioides é altamente variável dependendo de: definição de dependência; duração do tratamento; dose; fatores de risco individuais do paciente; e configurações clínicas.
O uso crônico de OXYCONTIN® pode levar à dependência, mesmo em doses terapêuticas. O risco de dependência pode variar dependendo dos fatores de risco individuais de um paciente, dosagem e duração do tratamento com opioides.
Como opioide, a oxicodona expõe os usuários a riscos de dependência (tanto física quanto psicológica), vício, abuso e uso indevido, bem como transtorno do uso de opioides e uso problemático de opioides. Embora o risco de dependência em qualquer indivíduo seja desconhecido, pode ocorrer em pacientes adequadamente prescritos com oxicodona. A dependência pode ocorrer nas doses recomendadas e se o medicamento for mal utilizado ou abusado. Os riscos são aumentados em pacientes com histórico pessoal ou familiar de uso abusivo de substâncias (incluindo abuso ou dependência de drogas ou álcool) ou doença mental (por exemplo, depressão maior). A frequência da dependência também aumenta com o uso prolongado ou com doses mais altas de oxicodona.
Tolerância à droga e síndrome de abstinência
A frequência na tabela acima em relação à tolerância à droga e síndrome de abstinência reflete a alta variabilidade do risco dependendo de: definição de tolerância e síndrome de abstinência; dose e duração do tratamento; e métodos de avaliação e monitoramento (específicos para síndrome de abstinência). ‘Não conhecido’ não deve ser interpretado como uma indicação da raridade da ocorrência de tolerância à droga e síndrome de abstinência, mas um reflexo das limitações das evidências disponíveis que não suportam uma estimativa precisa da frequência. Como um opioide, a oxicodona expõe usuários aos riscos de dependência (física e psicológica), tolerância e síndrome de abstinência.
Veja seção 4. O QUE DEVO SABER ANTES DE UTILIZAR ESTE MEDICAMENTO? para monitoramento e intervenções de redução de risco
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
Apresentações do medicamento
A natureza da liberação prolongada da formulação permite que OXYCONTIN® seja administrado a cada 12 horas.
Embora a dosagem simétrica (doses matinal e vespertina iguais) a cada 12 horas seja adequada para a maioria dos pacientes, alguns deles poderão beneficiar-se de uma dosagem assimétrica (com a dose da manhã diferindo da dose da tarde), ajustada ao caso. Normalmente é adequado o tratamento com um único opioide, usando-se terapia de 24 horas.
Informações para pacientes e cuidadores indicam que não se deve ajustar a dose sem autorização do médico e que, em caso de uso por período maior que algumas semanas, pode ser aconselhável reduzir gradualmente a dose ao encerrar a terapia para evitar sintomas de abstinência.
Pacientes com comprometimento renal ou hepático: o médico deverá adequar a dose inicial de acordo com a situação do paciente. Normalmente, a dose inicial recomendada para adultos deve ser reduzida a 50%, e a titulação de dose para adequado controle da dor deve ser realizada de acordo com a situação clínica do paciente.
Uso em idosos: as concentrações de oxicodona no plasma são afetadas apenas parcialmente pela idade, sendo 15% superiores em idosos, quando comparado a indivíduos jovens. Dessa forma, o médico deve avaliar a necessidade de ajuste de dose.
Diferenças por sexo: em média, as mulheres apresentam concentrações plasmáticas médias de oxicodona até 25% mais altas que os homens, após o ajuste por peso corpóreo.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Composição
APRESENTAÇÕES
Comprimidos revestidos de liberação prolongada disponíveis nas concentrações:
- 10 mg em embalagens com 14 e 28 comprimidos.
- 20 mg em embalagens com 28 comprimidos.
- 40 mg em embalagens com 28 comprimidos.
USO ORAL
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO
OXYCONTIN® 10 mg:
- Cada comprimido revestido de liberação prolongada contém:
cloridrato de oxicodona ......................................................................................10,00 mg
(equivalente a 8,96 mg de oxicodona)
Excipientes: óxido de polietileno, estearato de magnésio, opadry® branco (hipromelose, hiprolose, dióxido de titânio, macrogol).
OXYCONTIN® 20 mg:
- Cada comprimido revestido de liberação prolongada contém:
cloridrato de oxicodona ......................................................................................20,00 mg
(equivalente a 17,9 mg de oxicodona)
Excipientes: óxido de polietileno, estearato de magnésio, opadry® rosa (hipromelose, dióxido de titânio, macrogol, polissorbato 80, óxido de ferro vermelho).
OXYCONTIN® 40 mg:
- Cada comprimido revestido de liberação prolongada contém:
cloridrato de oxicodona ......................................................................................40,00 mg
(equivalente a 35,8 mg de oxicodona)
Excipientes: óxido de polietileno, estearato de magnésio, opadry® amarelo (hipromelose, dióxido de titânio, macrogol, polissorbato 80, óxido de ferro amarelo).
Superdose
Procure ajuda médica imediatamente. Se a pessoa estiver inconsciente, nunca dê nada pela boca.
Superdoses agudas de oxicodona podem manifestar-se por depressão respiratória; sonolência progressiva até o estupor (estado de inconsciência profunda) ou o coma; flacidez dos músculos esqueléticos; pele fria e pegajosa; pupilas contraídas; bradicardia (frequência cardíaca baixa); hipotensão (pressão baixa); e morte.
Leucoencefalopatia tóxica (infecção oportunista) foi observada com overdose de oxicodona.
No tratamento da superdose de oxicodona deve-se atentar inicialmente ao restabelecimento das vias respiratórias. Os antagonistas opioides puros, tais como a naloxona, são antídotos específicos contra os sintomas provocados por superdose de opioide.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Interação medicamentosa
Interações Medicamentosas
O uso concomitante de opioides com medicamentos sedativos, como benzodiazepínicos ou drogas relacionadas, aumenta o risco de sedação, depressão respiratória, coma e morte, devido ao efeito aditivo de depressão no sistema nervoso central. A dose e a duração do uso concomitante devem ser limitadas. Drogas que deprimem o sistema nervoso central incluem, não se limitando a: álcool, outros opioides, gabapentinoides, como a pregabalina, ansiolíticos, sedativos (incluindo os benzodiazepínicos), hipnóticos, antipsicóticos, antidepressivos e fenotiazinas.
A administração concomitante de oxicodona com anticolinérgicos ou medicamentos com atividade anticolinérgica (por exemplo, antidepressivos tricíclicos, anti-histamínicos, anti-psicóticos, relaxantes musculares, medicamentos anti-Parkinson) podem resultar em aumento dos efeitos adversos anticolinérgicos, como: nariz e garganta seca, dilatação da pupila, aumento da frequência cardíaca, entre outros.
A administração concomitante com inibidores da monoaminoxidase, como por exemplo: tranilcipromina, moclobemida e a selegina, ou nas duas semanas seguintes à descontinuação do uso é inadequada.
Os antibióticos macrolídeos (por exemplo, claritromicina), agentes antifúngicos azólicos (por exemplo, cetoconazol), inibidores de protease (por exemplo, ritonavir), e suco de toranja podem levar a um aumento das concentrações de oxicodona plasmática. Paroxetina e quinidina também podem apresentar este efeito.
Rifampicina, carbamazepina, fenitoína e erva de São João podem levar a uma redução das concentrações plasmáticas de oxicodona.
A administração concomitante de oxicodona com drogas serotoninérgicas, como inibidores seletivos da recaptação de serotonina ou inibidores seletivos da recaptação de serotonina e norepinefrina (antidepressivos), podem causar toxicidade serotoninérgica. Os sintomas de toxicidade serotoninérgica podem incluir alterações no status mental (exemplo: agitação, alucinações, coma), instabilidade autonômica (exemplo: aumento da frequência cardíaca, variações da pressão sanguínea, aumento da temperatura corpórea), anormalidades neuromusculares (exemplo: reflexos aumentados, descoordenação, rigidez), e/ou sintomas gastrintestinais (exemplo: náusea, vomito, diarreia). Contate seu médico imediatamente se você estiver sentindo qualquer um desses sintomas. A oxicodona deve ser utilizada com cautela e pode ser necessária redução da dose em pacientes utilizando esses medicamentos.
Efeitos dos alimentos: Após a ingestão de uma refeição muito gordurosa, as concentrações do pico plasmático podem ser aumentadas, quando comparado com a administração em jejum.
Suco de toranja e erva de São João podem apresentar efeitos no metabolismo da oxicodona.
Informe ao seu medico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde.
Gravidez e amamentação
Gravidez e lactação
A oxicodona pode passar pela placenta e causar depressão respiratória no bebê ou outros sintomas de abstinência. Além disso, a oxicodona também pode passar para o leite materno.
Deve-se evitar o máximo possível o uso deste medicamento em pacientes que estejam grávidas ou amamentando.
Não há dados em humanos disponíveis a respeito do efeito da oxicodona sobre a fertilidade.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres que estão amamentando sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Cuidados de armazenamento
OXYCONTIN® deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30°C), protegido da luz e umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use este medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Os comprimidos revestidos de OXYCONTIN® 10 mg são redondos, brancos, gravados com “OP” de um lado e “10” no outro lado, fornecidos em blister de alumínio plástico transparente com 14 ou 28 comprimidos.
Os comprimidos revestidos de OXYCONTIN® 20 mg são redondos, rosas, gravados com “OP” de um lado e “20” no outro lado, fornecidos em blister de alumínio plástico transparente com 28 comprimidos.
Os comprimidos revestidos de OXYCONTIN® 40 mg são redondos, amarelos, gravados com “OP” de um lado e “40” no outro lado, fornecidos em blister de alumínio plástico transparente com 28 comprimidos.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto do medicamento, consulte o médico ou o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
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Histórico de Alteração para a Bula
09/2023
Nº do expediente
Não disponívelAssunto
Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12Data do expediente
05/09/2023 0945226/23-5 Alteração de razão social do local de fabricação do medicamentoNº do expediente
N/AAssunto
Dizeres LegaisData de aprovação
N/AItens de Bula
Dizeres LegaisVersões (VP / VPS)
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Nº do expediente
0685255/23-9Assunto
Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12Data do expediente
04/07/2023Nº do expediente
0685255/23-9Assunto
Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12Data de aprovação
04/07/2023Itens de Bula
Dizeres LegaisVersões (VP / VPS)
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Nº do expediente
0430140/23-1Assunto
Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12Data do expediente
28/04/2023Nº do expediente
0430140/23-1Assunto
Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12Data de aprovação
28/04/2023Itens de Bula
Itens 4, 6, 8 e 9 Itens 5, 8, 9 e 10Versões (VP / VPS)
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11/08/2022Itens de Bula
Itens 1, 3, 5, 6, 8, 9Versões (VP / VPS)
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0090271/21-3Assunto
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08/01/2021Itens de Bula
Dizeres Legais – Atualização do Endereço da EmpresaVersões (VP / VPS)
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Nº do expediente
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Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12Data do expediente
01/12/2020Nº do expediente
4225226/20-1Assunto
Redução do prazo de validade do medicamentoData de aprovação
01/12/2020Itens de Bula
Redução do prazo de validade da concentração 10 mg de 36 para 24 meses.Versões (VP / VPS)
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10 mg11/2020
Nº do expediente
3897955/20-1Assunto
Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12Data do expediente
06/11/2020Nº do expediente
3897955/20-1Assunto
Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12Data de aprovação
06/11/2020Itens de Bula
Dizeres Legais – Atualização do Responsável Técnico da Empresa Retirada do termo “Registrado” Adequação da frase para notificação de eventos adversos, conforme definido na RDC 406/20Versões (VP / VPS)
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Nº do expediente
0473286/19-3Assunto
Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12Data do expediente
28/05/2019Nº do expediente
0473286/19-3Assunto
Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12Data de aprovação
28/05/2019Itens de Bula
Dizeres Legais – Atualização do Responsável Técnico da Empresa Retirada do termo “Registrado” Adequação do link do sistema Vigimed para notificação de eventos adversosVersões (VP / VPS)
VPSApresentações relacionadas
Todas01/2019
Nº do expediente
0052534/19-1Assunto
Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12Data do expediente
17/07/2018 0571324/18-2 Ampliação do prazo de validade do medicamentoNº do expediente
24/12/2018Assunto
Ampliação do prazo de validade de 24 para 36 meses, conforme aprovado em petição pós-registro específica (Resolução RE 3455, publicada em 24/12/2018)Data de aprovação
24/12/2018Itens de Bula
Ampliação do prazo de validade do medicamentoVersões (VP / VPS)
VPSApresentações relacionadas
Todas08/2017
Nº do expediente
1678330/17-1Assunto
Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12Data do expediente
10/08/2017Nº do expediente
1678330/17-1Assunto
Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12Data de aprovação
10/08/2017Itens de Bula
Correção da descrição do excipiente “óxido de polietileno”Versões (VP / VPS)
VP e VPSApresentações relacionadas
Todas07/2017
Nº do expediente
1454651/17-5Assunto
Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12Data do expediente
14/07/2017Nº do expediente
1454651/17-5Assunto
Notificação de Alteração de Texto de Bula - RDC 60/12Data de aprovação
14/07/2017Itens de Bula
O que devo fazer antes de usar este medicamento? (correções textuais; advertência sobre uso com benzodiazepínicos e sobre efeitos no sistema endócrino). Quais os males que este medicamento pode me causar? (Adequação da frase de alerta) Características farmacológicas (Subitem “Farmacodinâmica”: correções textuais; referência a seção “Advertências e Precauções” no item Sistema Endócrino) Advertências e Precauções (Correções textuais; advertência sobre uso com benzodiazepínicos e sobre efeitos no sistema endócrino). Interações Medicamentosas (Advertência sobre uso com benzodiazepínicos) Reações Adversas (Adequação da frase de alerta)Versões (VP / VPS)
VPSApresentações relacionadas
Todas08/2016
Nº do expediente
2182309/16-0Assunto
Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12Data do expediente
15/08/2016Nº do expediente
2182309/16-0Assunto
Notificação de Alteração de Texto de Bula - RDC 60/12Data de aprovação
15/08/2016Itens de Bula
Composição (descrição equivalência sal-base) Quando não devo usar este medicamento? O que devo saber antes de usar este medicamento? Como devo usar este medicamento? (adequação de texto sem alteração de posologia) Quais os males que este medicamento pode me causar? O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento? Composição (descrição equivalência sal-base) Características farmacológicas Contraindicações Advertências e Precauções Interações medicamentosas Posologia e modo de usar (adequação de texto sem alteração de posologia) SuperdoseVersões (VP / VPS)
VP / VPSApresentações relacionadas
Todas08/2016
Nº do expediente
2159294/16-2Assunto
Inclusão Inicial de Texto de BulaData do expediente
15/03/2013 0202022/13-0 Registro de Medicamento NovoNº do expediente
18/07/2016Assunto
N/AData de aprovação
N/AItens de Bula
Inclusão Inicial de Texto de BulaVersões (VP / VPS)
N/AApresentações relacionadas
N/ADizeres Legais
DIZERES LEGAIS
MS – 1.9198.0001
Importado por: Mundipharma Brasil Produtos Médicos e Farmacêuticos Ltda.
Avenida Guido Caloi, 1935, Bloco B, Parte A - Jardim São Luís
São Paulo – SP
CNPJ: 15.127.898/0001-30
SAC: 0800 038 6040
sac@mundipharma.com.br
Fabricado por: Purdue Pharmaceuticals L.P.
Wilson - Estados Unidos da América
Embalado por: Sharp Packaging Services, LLC
Allentown - Estados Unidos da América
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM A RETENÇÃO DA RECEITA.
Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 04/07/2023
VE0223
Registrado por:
Mundipharma Brasil Produtos Médicos e Farmacêuticos Ltda.
CNPJ
15.127.898/0001-30
Número da Regularização
191980001
Data da Regularização
N/A
Vencimento da Regularização
N/A
AFE
1091981