Oral Topica Oral 1 Topico Intramuscular

Dexason

Para que serve

Dexason® é destinado ao tratamento de condições nas quais os efeitos anti-inflamatórios e imunossupressores (diminuição da atividade de defesa do organismo) dos corticosteroides (classe medicamentosa da dexametasona) são desejados, incluindo distúrbios reumáticos/artríticos, cutâneos, oculares, glandulares, pulmonares, sanguíneos e gastrintestinais.

Indicações específicas:

Alergopatias: controle de afecções alérgicas graves ou incapacitantes, não-suscetíveis às tentativas adequadas de tratamento convencional em: rinite alérgica sazonal ou perene, asma, dermatite de contato, dermatite atópica, doença do soro (outras reações ao soro), reações de hipersensibilidade a medicamentos (efeito adverso não especificado de droga ou medicamento).

Doenças reumáticas: como terapia auxiliar na administração em curto prazo durante episódio agudo ou exacerbação de: artropatia psoriásica, artrite reumatoide, incluindo artrite reumatoide juvenil (casos selecionados podem requerer terapia de manutenção de baixa dose), espondilite anquilosante, bursopatia aguda e subaguda, tenossinovite aguda não especificada, artrite gotosa aguda, artrose pós-traumática, sinovite ou artrose, epicondilite.

Dermatopatias: pênfigo, dermatite herpetiforme bolhosa, eritema polimorfo (eritema multiforme) grave (síndrome de Stevens-Johnson), dermatite esfoliativa, micose fungoide, psoríase grave, dermatite seborreica grave.

Oftalmopatias: processos alérgicos e inflamatórios graves, agudos e crônicos, envolvendo o olho e seus anexos tais como: conjuntivite aguda atópica, ceratite, úlceras marginais corneanas alérgicas, herpes zoster oftálmico, irite e iridociclite, inflamação coriorretiniana, inflamação do segmento anterior do olho, uveíte e coroidite posteriores difusas, neurite óptica, oftalmia simpática.

Endocrinopatias: insuficiência adrenocortical primária ou secundária (hidrocortisona ou cortisona como primeira escolha; análogos sintéticos devem ser usados em conjunção com mineralocorticoides onde aplicável; na infância, a suplementação mineralocorticoide é de particular importância), hiperplasia adrenal congênita (transtornos adrenogenitais congênitos associados à deficiência enzimática), tireoidite não-supurativa (tireoidite subaguda), distúrbio do metabolismo do cálcio associado ao câncer.

Pneumopatias: sarcoidose sintomática, pneumonia de Loeffler (eosinofilia pulmonar, não classificada em outra parte) não-controlável por outros meios, beriliose, tuberculose pulmonar fulminante ou disseminada, quando simultaneamente acompanhada de quimioterapia antituberculosa adequada, pneumonia aspirativa (pneumonite devido a alimento ou vômito).

Hemopatias: púrpura trombocitopênica idiopática em adultos, trombocitopenia secundária em adultos, anemia hemolítica adquirida (autoimune), aplasia pura da série vermelha, adquirida (eritroblastopenia), anemia hipoplástica congênita (eritroide).

Doenças Neoplásicas: no tratamento paliativo de leucemias e linfomas do adulto e leucemia aguda da infância.

Estados Edematosos: para induzir diurese ou remissão da proteinúria na síndrome nefrótica sem uremia, do tipo idiopático ou devido ao lúpus eritematoso.

Edema Cerebral: Dexason® pode ser usado para tratar pacientes com edema cerebral de várias causas. Os pacientes com edema cerebral associado a tumores cerebrais primários ou metastáticos podem beneficiar-se da administração oral de Dexason®. Dexason® também pode ser utilizado no pré-operatório de pacientes com aumento da pressão intracraniana secundário a tumores cerebrais ou como medida paliativa em pacientes com neoplasias cerebrais inoperáveis ou recidivantes e no controle do edema cerebral associado com cirurgia neurológica. Alguns pacientes com edema cerebral causado por lesão cefálica ou pseudotumores do cérebro podem também se beneficiar da terapia com Dexason® por via oral. O uso de Dexason® no edema cerebral não constitui substituto de cuidadosa avaliação neurológica e controle definitivo, tal como neurocirurgia ou outros tratamentos específicos.

Doenças Gastrintestinais: para auxílio durante o período crítico de colite ulcerativa e doença de Crohn (enterite regional).

Outras patologias: meningite tuberculosa ou com bloqueio subaracnoide ou bloqueio de drenagem, quando simultaneamente acompanhado por adequada quimioterapia antituberculosa. Triquinose com comprometimento neurológico ou miocárdico. Durante a exacerbação ou como tratamento de manutenção em determinados casos de lúpus eritematoso e cardite aguda reumatoide.

Prova Diagnóstica da Hiperfunção Adrenocortical.

Como funciona

Dexason® é um glicocorticoide sintético usado principalmente por seus potentes efeitos anti-inflamatórios. Embora sua atividade anti-inflamatória seja acentuada, mesmo com doses baixas, seu efeito no metabolismo eletrolítico (das substâncias eletrolíticas como os sais do organismo) é leve. Dexason® é usado principalmente em afecções alérgicas e inflamatórias e outras doenças que respondem aos glicocorticoides.

Contraindicações

A dexametasona é contraindicada nos casos de infecções fúngicas sistêmicas (infecções no organismo causadas por fungos), hipersensibilidade (alergia) a sulfitos ou a qualquer outro componente do medicamento e administração de vacinas de vírus vivo (vide “O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?”).

Texto similar de contraindicação consta nas seções referentes ao elixir e ao creme.

O que devo saber antes de usar

Os corticosteroides podem exacerbar infecções fúngicas (por fungos) sistêmicas e, portanto, não devem ser usados na presença de tais infecções a menos que sejam necessárias para controlar reações da droga devido à anfotericina b (medicamento usado para inibir o crescimento dos fungos). Além disso, existem casos relatados em que o uso concomitante de anfotericina b e hidrocortisona foi seguido de aumento do coração e insuficiência congestiva (incapacidade do coração efetuar as suas funções de forma adequada).

Relatos da literatura sugerem uma aparente associação entre o uso de corticosteroides e ruptura da parede livre do ventrículo esquerdo após infarto recente do miocárdio; portanto, terapêutica com corticosteroides deve ser utilizada com muita cautela nestes pacientes.

Doses médias e grandes de hidrocortisona ou cortisona podem causar elevação da pressão arterial, retenção de sal e água e maior excreção de potássio. Tais efeitos são menos prováveis de ocorrerem com os derivados sintéticos (dexametasona), salvo quando se utilizam grandes doses. Pode ser necessária a restrição dietética de sal e suplementação de potássio. Todos os corticosteroides aumentam a excreção de cálcio. A insuficiência adrenocortical secundária induzida por drogas pode resultar da retirada muito rápida de corticosteroide e pode ser minimizada pela redução posológica gradual. Este tipo de insuficiência relativa pode persistir por meses após a cessação do tratamento. Por isso, em qualquer situação de estresse que ocorra durante esse período, deve-se reinstituir a terapia corticosteroide ou pode haver a necessidade de aumentar a posologia em uso. Dada a possibilidade de prejudicar a secreção mineralocorticoide, deve-se administrar conjuntamente sal e/ou mineralocorticoide. Após terapia prolongada, a retirada dos corticosteroides pode resultar em síndrome da retirada de corticosteroides, compreendendo febre, mialgia (dor muscular), artralgia (dor nas articulações) e mal-estar. Isso pode ocorrer mesmo em pacientes sem sinais de insuficiência das suprarrenais (glândula responsável pela produção de alguns hormônios).

A administração das vacinas com vírus vivos é contraindicada caso esteja recebendo doses imunossupressoras de corticosteroides. Se forem administradas vacinas com vírus ou bactérias inativadas em indivíduos recebendo doses imunossupressoras de corticosteroides, a resposta esperada de anticorpos séricos pode não ser obtida. Entretanto, pode realizar-se processos de imunização em pacientes que estejam recebendo corticosteroides como terapia de substituição como, por exemplo, na doença de Addison.

O uso de dexametasona comprimido na tuberculose ativa deve restringir-se aos casos de doença fulminante ou disseminada, em que se usa o corticosteroide para o controle da doença, em conjunto com o adequado tratamento antituberculoso. Se houver indicação de corticosteroides em pacientes com tuberculose latente ou reação à tuberculina, torna-se necessária estreita observação, dada a possibilidade de ocorrer reativação da moléstia. Durante tratamento corticosteroide prolongado, esses pacientes devem receber quimioprofilaxia.

Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose.

Os esteroides devem ser utilizados com cautela em colite ulcerativa inespecífica, se houver probabilidade de iminente perfuração, abscessos ou outras infecções piogênicas, diverticulite, anastomose intestinal recente, úlcera péptica ativa ou latente, insuficiência renal, hipertensão, osteoporose e miastenia grave. Sinais de irritação do peritônio, após perfuração gastrintestinal, em pacientes recebendo grandes doses de corticosteroides, podem ser mínimos ou ausentes. Tem sido relatada embolia gordurosa como possível complicação do hipercortisolismo.

Nos pacientes com hipotireoidismo e nos cirróticos há maior efeito dos corticosteroides.

Em alguns pacientes os esteroides podem aumentar ou diminuir a motilidade e o número de espermatozoides.

Os corticosteroides podem mascarar alguns sinais de infecção e novas infecções podem aparecer durante o seu uso. Na malária cerebral, o uso de corticosteroides está associado ao prolongamento do coma e à maior incidência de pneumonia e sangramento gastrintestinal. Os corticosteroides podem ativar a amebíase latente.

O uso prolongado dos corticosteroides pode produzir catarata sub-capsular posterior, glaucoma com possível lesão dos nervos ópticos e estimular o estabelecimento de infecções oculares secundárias devidas a fungos ou vírus.

Os corticosteroides devem ser usados com cuidado em pacientes com herpes simples oftálmica devido à possibilidade de perfuração corneana.

Gravidez e lactação

Não há estudos controlados suficientes com a dexametasona em mulheres grávidas para assegurar a segurança do uso deste medicamento durante a gestação. Desta forma, o seu uso durante a gravidez ou na mulher em idade fértil requer que os benefícios previstos sejam confrontados com os possíveis riscos para a mãe e o embrião ou feto. Crianças nascidas de mães que durante a gravidez tenham recebido doses substanciais de corticosteroides devem ser cuidadosamente observadas quanto a sinais de hipoadrenalismo. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Este medicamento é contraindicado durante o aleitamento ou doação de leite, pois é excretado no leite humano e pode causar reações indesejáveis no bebê. Seu médico ou cirurgião-dentista deve apresentar alternativas para o seu tratamento ou para a alimentação do bebê.

Populações especiais: As mesmas orientações dadas aos adultos devem ser seguidas para os pacientes idosos, crianças e outros grupos de risco. As crianças de qualquer idade, em tratamento prolongado de corticosteroides, devem ser cuidadosamente observadas quanto ao seu crescimento e desenvolvimento.

Este medicamento pode causar doping. Interações medicamentosas e atenção: informam-se diversas interações (vide seção específica).

Como usar

Comprimido 4mg:

Os comprimidos devem ser tomados com meio copo de água, por via oral. A segurança e eficácia de Dexason® somente é garantida na administração por via oral. Dexason® deve ser utilizado apenas sob orientação médica.

O tratamento é regido pelos seguintes princípios gerais: as necessidades posológicas são variáveis e individualizadas segundo a gravidade da moléstia e a sua resposta. A dose inicial usual varia de 0,75 a 15mg por dia, dependendo da doença que está sendo tratada (para os lactentes e demais crianças as doses recomendadas terão, usualmente, de ser reduzidas, mas a posologia deve ser ditada mais pela gravidade da afecção que pela idade ou peso corpóreo).

A terapia corticosteroide é adjuvante, e não-substituta à terapia convencional adequada, que deve ser instituída segundo a indicação.

Deve-se reduzir a posologia ou cessar gradualmente o tratamento, quando a administração for mantida por mais do que alguns dias.

Em afecções agudas em que é urgente o alívio imediato, são permitidas grandes doses e podem ser imperativas por um curto período. Quando os sintomas tiverem sido suprimidos adequadamente, a posologia deve ser mantida na mínima quantidade capaz de proporcionar alívio sem excessivos efeitos hormonais.

Durante tratamento prolongado deve-se proceder, em intervalos regulares, a exames clínicos de rotina tais como o exame de urina, a glicemia duas horas após refeição, a determinação da pressão arterial e do peso corpóreo, e a radiografia do tórax.

Quando se utilizam grandes doses são aconselháveis determinações periódicas do potássio sérico.

Com adequado ajuste posológico, os pacientes podem mudar de qualquer outro glicocorticoide para dexametasona comprimidos.

Caso pare de tomar dexametasona após terapia prolongada, você poderá experimentar sintomas de dependência incluindo febre, dor muscular, dor nas articulações e desconforto geral.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Elixir 0,1mg/mL:

Dexason® elixir deve ser tomado por via oral. A segurança e eficácia de Dexason® somente é garantida na administração por via oral. Dexason® deve ser utilizado apenas sob orientação médica.

O tratamento é regido pelos mesmos princípios gerais descritos para comprimidos: dose inicial usual varia de 0,75 a 15mg por dia, individualizada conforme a gravidade da moléstia e resposta; reduzir gradualmente quando mantido por mais do que alguns dias; exames de rotina durante tratamento prolongado; determinações de potássio quando grandes doses.

Creme 1mg/g:

Limpe cuidadosamente a área afetada antes da aplicação. Coloque a bisnaga com a tampa virada para cima, em seguida, realize leves batidas sobre uma superfície plana e aguarde alguns segundos para que o produto se deposite na parte inferior da bisnaga e não haja o desperdício ao romper o lacre e retire a tampa.

Aplique uma pequena quantidade de Dexason® no local afetado, 2 ou 3 vezes por dia. Evite uma aplicação indevidamente vigorosa. Para aplicação no ouvido utilize um aplicador de ponta de algodão, espalhe uma camada de creme, 2 ou 3 vezes ao dia.

A aplicação de curativo oclusivo (fechado) pode ser feita nos pacientes com psoríase ou em casos resistentes ao tratamento simples.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O que fazer se esquecer de tomar

Deve-se tomar Dexason® conforme a prescrição. Se você deixou de tomar uma dose, deverá tomar a dose seguinte como de costume, isto é, na hora regular e sem duplicar a dose.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

Texto similar consta nas apresentações elixir e creme.

Precauções

Precauções gerais e outras orientações de uso:

Os corticosteroides podem mascarar alguns sinais de infecção e novas infecções podem aparecer durante o seu uso. Na malária cerebral, o uso de corticosteroides está associado ao prolongamento do coma e à maior incidência de pneumonia e sangramento gastrintestinal. Os corticosteroides podem ativar a amebíase latente.

O uso prolongado dos corticosteroides pode produzir catarata sub-capsular posterior, glaucoma com possível lesão dos nervos ópticos e estimular o estabelecimento de infecções oculares secundárias devidas a fungos ou vírus. Devem ser usados com cuidado em pacientes com herpes simples oftálmica devido à possibilidade de perfuração corneana.

Os esteroides devem ser utilizados com cautela em colite ulcerativa inespecífica, se houver probabilidade de iminente perfuração, abscessos ou outras infecções piogênicas, diverticulite, anastomose intestinal recente, úlcera péptica ativa ou latente, insuficiência renal, hipertensão, osteoporose e miastenia grave.

Nos pacientes com hipotireoidismo e nos cirróticos há maior efeito dos corticosteroides.

Em alguns pacientes os esteroides podem aumentar ou diminuir a motilidade e o número de espermatozoides.

Este medicamento contém álcool etílico (no elixir) e pode causar intoxicação, especialmente em crianças. Atenção: contém o corante vermelho ponceaux que pode eventualmente causar reações alérgicas.

Este medicamento pode aumentar o risco de sangramento em caso de dengue ou quando associado a outros medicamentos que aumentem o efeito hemorrágico.

Alguns efeitos adversos relatados com o uso de Dexason® podem afetar a capacidade de alguns pacientes de conduzir veículos ou operar máquinas.

Populações especiais: as mesmas orientações dadas aos adultos devem ser seguidas para pacientes idosos, crianças e outros grupos de risco. Crianças em tratamento prolongado devem ser observadas quanto ao crescimento e desenvolvimento.

Este medicamento pode causar doping.

Reações adversas

A literatura cita as seguintes reações adversas, sem frequência conhecida:

Distúrbios líquidos e eletrolíticos: retenção de sódio, retenção de líquido, insuficiência cardíaca congestiva em pacientes suscetíveis, perda de potássio, alcalose hipocalêmica, hipertensão e síndrome de lise tumoral.

Musculoesqueléticas: fraqueza muscular, miopatia esteroide, perda de massa muscular, osteoporose, fraturas por compressão vertebral, necrose asséptica das cabeças femorais e umerais, fratura patológica dos ossos longos e ruptura de tendão.

Gastrintestinais: úlcera péptica com eventual perfuração e hemorragia subsequentes, perfuração de intestino grosso e delgado, particularmente em pacientes com doença intestinal inflamatória, pancreatite, distensão abdominal e esofagite ulcerativa.

Dermatológicos: retardo na cicatrização de feridas, adelgaçamento e fragilidade da pele, acne, petéquias e equimoses, eritema, hipersudorese, possível supressão das reações aos testes cutâneos, dermatite alérgica, urticária e edema angioneurótico.

Neurológicos: convulsões, aumento da pressão intracraniana com papiledema, vertigem, cefaleia, distúrbios psíquicos.

Psiquiátricos: depressão, euforia e distúrbios psicóticos.

Endócrinos: irregularidades menstruais, desenvolvimento de estado cushingoide, supressão do crescimento da criança, ausência secundária da resposta adrenocortical e hipofisária, porfiria, hiperglicemia, diminuição da tolerância aos carboidratos, manifestação do diabete melito latente, aumento das necessidades de insulina ou de agentes hipoglicemiantes orais em diabéticos e hirsutismo.

Oftálmicos: catarata sub-capsular posterior, aumento da pressão intraocular, glaucoma e exoftalmia.

Metabólicos: balanço nitrogenado negativo devido a catabolismo proteico.

Imunológicos: imunosupressão, reação anafilactoide e candidíase orofaríngea.

Hematológico: diminuição da contagem de linfócitos e contagem anormal de monócitos.

Cardiovasculares: ruptura do miocárdio após infarto recente do miocárdio.

Outros: hipersensibilidade, tromboembolia, aumento de peso, aumento de apetite, náusea, mal-estar e soluços.

Durante a experiência pós-comercialização com a dexametasona comprimidos, foram observadas reações adversas com incidência rara: agitação, alteração da visão, alucinação, bradicardia, boca seca, cãibra muscular, constipação, diarreia, dor abdominal, disgeusia, dispepsia, disúria, dor na perna, edema facial, edema periférico, erupção medicamentosa, fadiga, hipoglicemia, insônia, lactação diminuída, mialgia, palpitações, parestesia, palidez, prurido generalizado, refluxo gastroesofágico, saturação de oxigênio diminuída, sede, sonolência, tremor e vômitos.

Nas apresentações elixir e creme as listas de reações adversas aparecem de forma similar, com destaque para reações locais no caso do creme (coceira, sensação de queimação, secura, mudanças na cor da pele, foliculite, infecção secundária e miliária).

Apresentações do medicamento

Os comprimidos e o elixir: O tratamento é regido pelos seguintes princípios gerais: as necessidades posológicas são variáveis e individualizadas segundo a gravidade da moléstia e a sua resposta. A dose inicial usual varia de 0,75 a 15mg por dia, dependendo da doença que está sendo tratada (para os lactentes e demais crianças as doses recomendadas terão, usualmente, de ser reduzidas, mas a posologia deve ser ditada mais pela gravidade da afecção que pela idade ou peso corpóreo).

A terapia corticosteroide é adjuvante, e não-substituta à terapia convencional adequada, que deve ser instituída segundo a indicação.

Deve-se reduzir a posologia ou cessar gradualmente o tratamento, quando a administração for mantida por mais do que alguns dias.

Em afecções agudas em que é urgente o alívio imediato, são permitidas grandes doses e podem ser imperativas por um curto período. Quando os sintomas tiverem sido suprimidos adequadamente, a posologia deve ser mantida na mínima quantidade capaz de proporcionar alívio sem excessivos efeitos hormonais.

Durante tratamento prolongado deve-se proceder, em intervalos regulares, a exames clínicos de rotina tais como o exame de urina, a glicemia duas horas após refeição, a determinação da pressão arterial e do peso corpóreo, e a radiografia do tórax. Quando se utilizam grandes doses são aconselháveis determinações periódicas do potássio sérico.

Creme (uso tópico): aplicar pequena quantidade 2 ou 3 vezes por dia; evitar aplicação vigorosa; para ouvido, usar aplicador de ponta de algodão; curativo oclusivo pode ser usado em psoríase ou casos resistentes.

Composição

Comprimido 4mg

Cada comprimido contém:
dexametasona .............................................................................................................................4mg
Excipiente q.s.p. ..........................................................................................................1 comprimido
Excipientes: álcool etílico, amido, manitol, estearato de magnésio e povidona.

Elixir 0,1mg/mL

Cada mL de elixir contém:
dexametasona ..........................................................................................................................0,1mg
Veículo q.s.p. .............................................................................................................................1mL
Excipientes: álcool etílico, sacarina sódica, ácido benzoico, glicerol, corante vermelho ponceaux, aroma de cereja e água de osmose reversa.

Creme 1mg/g

Cada grama do creme contém:
acetato de dexametasona.............................................................................................................1mg
Excipiente q.s.p...............................................................................................................................1g
Excipientes: álcool etílico, edetato dissódico, metilparabeno, álcool cetoestearílico/polissorbato 60, polissorbato 80, propilenoglicol, propilparabeno e água de osmose reversa.

Superdose

São raros os relatos de toxicidade aguda e/ou morte por superdosagem de glicocorticoides. Para a eventualidade de ocorrer superdosagem não há antídoto específico; o tratamento é de suporte e sintomático.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

No caso do creme: os componentes da fórmula não causam toxicidade quando utilizados em proporções adequadas sobre a pele. A aplicação de quantidades elevadas pode favorecer a absorção e levar a alterações hormonais.

Interação medicamentosa

Medicamento-medicamento
Gravidade: Moderada
Efeito da interação: deve ser utilizado cautelosamente na hipoprotrombinemia (risco aumentado de hemorragia).

Medicamento: ácido acetilsalicílico.
Efeito da interação: diminuição da eficácia da dexametasona.

Medicamento: fenitoína, fenobarbital, rifampicina.

Medicamento-exame laboratorial e não laboratorial
A difenil-hidantoína (fenitoína), o fenobarbital, a efedrina e a rifampicina podem acentuar a depuração metabólica (metabolismo) dos corticosteroides, suscitando redução dos níveis sanguíneos e diminuição de sua atividade fisiológica, o que exigirá ajuste na posologia do corticosteroide. Essas interações podem interferir nos testes de inibição da dexametasona, que deverão ser interpretados com cautela durante a administração destas drogas.

Foram relatados resultados falso-negativos no teste de supressão da dexametasona em pacientes tratados com indometacina.

Além disso, os corticosteroides podem afetar os testes de nitroazultetrazol (NBT) para infecção bacteriana, produzindo falsos resultados negativos.

O tempo de protrombina deve ser verificado frequentemente caso esteja recebendo simultaneamente corticosteroides e anticoagulantes cumarínicos, dadas as referências de que os corticosteroides têm alterado a resposta a estes anticoagulantes.

Quando os corticosteroides são administrados simultaneamente com diuréticos espoliadores de potássio, os pacientes devem ser observados estritamente quanto ao seu desenvolvimento de hipocalemia.

Este medicamento pode aumentar o risco de sangramento em caso de dengue ou quando associado a outros medicamentos que aumentem o efeito hemorrágico.

Algumas vacinas são contraindicadas para quem está tomando imunossupressor. Antes de tomar qualquer vacina, informe ao profissional de saúde que você está tomando medicamento imunossupressor.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Gravidez e amamentação

Gravidez e lactação

Não há estudos controlados suficientes com a dexametasona em mulheres grávidas para assegurar a segurança do uso deste medicamento durante a gestação. Desta forma, o seu uso durante a gravidez ou na mulher em idade fértil requer que os benefícios previstos sejam confrontados com os possíveis riscos para a mãe e o embrião ou feto. Crianças nascidas de mães que durante a gravidez tenham recebido doses substanciais de corticosteroides devem ser cuidadosamente observadas quanto a sinais de hipoadrenalismo.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Este medicamento é contraindicado durante o aleitamento ou doação de leite, pois é excretado no leite humano e pode causar reações indesejáveis no bebê. Seu médico ou cirurgião-dentista deve apresentar alternativas para o seu tratamento ou para a alimentação do bebê.

Os corticosteroides aparecem no leite materno e podem inibir o crescimento, interferir na produção endógena de corticosteroides ou causar outros efeitos indesejáveis. Mães que utilizam doses farmacológicas de corticosteroides devem ser advertidas no sentido de não amamentarem.

Dexason® não deve ser usado durante a amamentação, exceto sob orientação médica.

No caso do creme: não aplique nas mamas antes da amamentação. O uso depende da avaliação e acompanhamento do médico.

Cuidados de armazenamento

ARMAZENAR EM TEMPERATURA AMBIENTE (DE 15ºC A 30ºC). PROTEGER DA LUZ E UMIDADE.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento/com produto:
- Comprimido: Comprimido circular biconvexo sem vinco de cor branca. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico.
- Elixir: Preparação límpida de cor vermelha com aroma e sabor de cereja. Contém 4,025% de álcool (etanol).
- Creme: Creme de coloração branca.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

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Histórico de Alteração para a Bula

07/2025

Nº do expediente

-

Assunto

10450 – SIMILAR – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data do expediente

09/07/2025

Nº do expediente

-

Assunto

VP - 4mg com ct bl al plas amb x 10.

Data de aprovação

09/07/2025

Itens de Bula

4. O que devo saber antes de usar este medicamento?

Versões (VP / VPS)

VP

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4mg com ct bl al plas amb x 10.
05/2025

Nº do expediente

0657704/25-3

Assunto

10450 – SIMILAR – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data do expediente

15/05/2025

Nº do expediente

0657704/25-3

Assunto

10450 – SIMILAR – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data de aprovação

15/05/2025

Itens de Bula

4. O que devo saber antes de usar este medicamento? 5. Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento? Dizeres legais

Versões (VP / VPS)

VP

Apresentações relacionadas

4mg com ct bl al plas amb x 10.
05/2025

Nº do expediente

0657704/25-3

Assunto

10450 – SIMILAR – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data do expediente

15/05/2025

Nº do expediente

0657704/25-3

Assunto

10450 – SIMILAR – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data de aprovação

15/05/2025

Itens de Bula

Apresentação 4. O que devo saber antes de usar este medicamento? 5. Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento? Dizeres legais

Versões (VP / VPS)

VP

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07/2024

Nº do expediente

0988298/24-4

Assunto

10450 – SIMILAR – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data do expediente

19/07/2024

Nº do expediente

0988298/24-4

Assunto

10450 – SIMILAR – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data de aprovação

19/07/2024

Itens de Bula

8. Quais os males que este medicamento pode me causar?

Versões (VP / VPS)

VP

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06/2023

Nº do expediente

0577463/23-3

Assunto

10450 – SIMILAR – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data do expediente

06/06/2023

Nº do expediente

0577463/23-3

Assunto

10450 – SIMILAR – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data de aprovação

06/06/2023

Itens de Bula

Dizeres legais (SAC)

Versões (VP / VPS)

VP

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12/2022

Nº do expediente

5109274/22-3

Assunto

10450 – SIMILAR – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data do expediente

30/12/2022

Nº do expediente

5109274/22-3

Assunto

10450 – SIMILAR – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data de aprovação

30/12/2022

Itens de Bula

Dizeres legais (SAC)

Versões (VP / VPS)

VP

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08/2022

Nº do expediente

4536797/22-0

Assunto

10450 – SIMILAR – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data do expediente

11/08/2022

Nº do expediente

4536797/22-0

Assunto

10450 – SIMILAR – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data de aprovação

11/08/2022

Itens de Bula

6. Como devo usar este medicamento? Dizeres legais (SAC)

Versões (VP / VPS)

VP

Apresentações relacionadas

1mg/g crem derm ct bg al x 10g
12/2021

Nº do expediente

8078756/21-6

Assunto

10450 – SIMILAR – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data do expediente

18/12/2021

Nº do expediente

8078756/21-6

Assunto

10450 – SIMILAR – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data de aprovação

18/12/2021

Itens de Bula

5. Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Versões (VP / VPS)

VP

Apresentações relacionadas

4mg com ct bl al plas amb x 10.
04/2021

Nº do expediente

1597279/21-8

Assunto

10450 – SIMILAR – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data do expediente

26/04/2021

Nº do expediente

N/A

Assunto

VP - 4mg com ct bl al plas amb x 10.

Data de aprovação

26/04/2021

Itens de Bula

N/A

Versões (VP / VPS)

VP

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4mg com ct bl al plas amb x 10.
09/2018

Nº do expediente

0895337/18-6

Assunto

10450 – SIMILAR – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data do expediente

13/09/2018

Nº do expediente

0895337/18-6

Assunto

10450 – SIMILAR – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data de aprovação

13/09/2018

Itens de Bula

Versão inicial VPS - 4mg com ct bl al plas amb x 10.

Versões (VP / VPS)

VPS

Apresentações relacionadas

4mg com ct bl al plas amb x 10.
11/2017

Nº do expediente

2246087/17-0

Assunto

10450 – SIMILAR – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data do expediente

29/11/2017

Nº do expediente

2246087/17-0

Assunto

10450 – SIMILAR – Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12

Data de aprovação

29/11/2017

Itens de Bula

4. O que devo saber antes de usar este medicamento? 5. Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Versões (VP / VPS)

VP

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0,1mg/mL elixir ct fr pet amb x 100mL + cp med.
07/2017

Nº do expediente

1518109/17-0

Assunto

10457 – SIMILAR – Inclusão Inicial de Texto de Bula - RDC – 60/12

Data do expediente

21/07/2017

Nº do expediente

1518109/17-0

Assunto

10457 – SIMILAR – Inclusão Inicial de Texto de Bula - RDC – 60/12

Data de aprovação

21/07/2017

Itens de Bula

Versão inicial VP - 0,1mg/mL elixir ct fr pet amb x 100mL + cp med.

Versões (VP / VPS)

VP

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0,1mg/mL elixir ct fr pet amb x 100mL + cp med.
10/2016

Nº do expediente

2438436/16-4

Assunto

10457 - SIMILAR – Inclusão Inicial de Texto de Bula - RDC – 60/12

Data do expediente

31/10/2016

Nº do expediente

2438436/16-4

Assunto

10457 - SIMILAR – Inclusão Inicial de Texto de Bula - RDC – 60/12

Data de aprovação

31/10/2016

Itens de Bula

Versão inicial VP -1mg/g crem derm ct bg al x 10g

Versões (VP / VPS)

VP

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1mg/g crem derm ct bg al x 10g
SAC
(62) 3310-2614

Dizeres Legais

DIZERES LEGAIS

Registro no 1.0370. 0060
Farm. Resp.: Andreia Cavalcante Silva
CRF-GO no 2.659
Registrado e produzido por:
LABORATÓRIO TEUTO
BRASILEIRO S/A.
CNPJ - 17.159.229/0001-76
VP 7-D Módulo 11 Qd. 13 - DAIA
CEP 75132-140 - Anápolis - GO
VENDA SOB PRESCRIÇÃO

Registrado por:

Laboratório Teuto Brasileiro S/A

CNPJ

17.159.229/0001-76

Número da Regularização

103700060

Data da Regularização

N/A

Vencimento da Regularização

N/A

AFE

1003707

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